SUPREMO

 

 

            Em dicionários da língua portuguesa, o termo supremo significa algo que está acima de qualquer coisa.  Significa, também, algo que se refere ou pertence a Deus, divino.

 

            E é assim que os ministros do Supremo Tribunal Federal se consideram estarem acima de qualquer coisa e agem como se fossem deuses.

 

            Agem como deuses, mas se esquecem de que os deuses estão mortos. Aliás, isto foi tema de novela de Lauro César Muniz lá em 1971.

 

            Os juízes falam, discursam, usam palavras que o povo comum nem entende, são os donos da verdade e, por isso, agem com leviandade destituída de qualquer riqueza cívica e moral. Dizem para quem quiser ouvir que agem em nome da lei e que, portanto, o que fazem é legal.

 

            Na verdade o Supremo Tribunal Federal é composto por covardes e também por corruptos sustentados pelo réu durante o tempo em que foi governante. Claro que há inocentes na parada, mas igualmente fracos.

 

            Muita gente quer vingança e não justiça e acham que o réu deve ser preso. Mas a maioria deseja justiça mesmo, por ter sido espoliada durante décadas e que se preocupa com o futuro da nação. Entendo que existe certo exagero nessa preocupação, pois o Brasil não se tornará uma Venezuela, isso está fora de qualquer prognóstico feito pelos pessimistas de plantão, aqueles que desejam vingança.

 

            O que está em jogo não é a prisão de um grupo de ladrões, mas a volta da moralidade do poder judiciário. O povo precisa acreditar que existe justiça nos tribunais e nas cortes supremas, do contrário pode sim acontecer uma desobediência civil.com todos agindo com histeria, pois sabem que não serão punidos. Serão condenados sim, mas não por uma lei, mas pela interpretação de juízes que se consideram deuses.

 

            No filme Doze homens e uma sentença, o personagem de Henry Fonda tenta de todas as formas convencer os outros jurados da inocência do acusado, pois todos já estavam condenando o réu. Tinham pressa de ir embora, haveria jogo de futebol, previa-se chuva forte no final do dia, etc.

 

            Em situação inversa, o STF parece ter pressa em inocentar um réu culpado em duas instâncias, afinal estamos em ano eleitoral e os deuses desejam continuar em seus tronos celestiais.

 

Ivan Jubert Guimarães

04/04/2018

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