DINHEIRO, PRA QUÊ DINHEIRO?

 

 

            Já faz algum tempo, escrevi uma crônica onde dizia que apenas um grupo de seis pessoas detinha o poder no planeta. Essas pessoas elegiam presidentes, apoiavam ditadores e qualquer tipo de governantes que poderiam aumentar suas riquezas. E são atitudes como essa que fazem desses homens os mais ricos do mundo e não o trabalho.

            Hoje, anos depois de minha crônica, vejo uma matéria do UOL que aponta que 82% de toda riqueza mundial gerada entre 2016 e 2017 ficou com o primeiro mais rico da população.

            Sua fortuna é maior do que a metade da população mundial, ou seja, 3,7 bilhões de pessoas. Não sei quem ele é e também não interessa. Mas seja ele quem for ele não tem o poder nas mãos? Se pegarmos os outros cinco colocados nesse ranking e juntá-los ao mais rico, a riqueza aumentará bastante percentualmente falando.

            Esses homens não podem fazer o que querem? Mandam mais que os governantes que ajudam a eleger, promovem guerras, destroem países, promovem doenças, fabricam vacinas, destroem os pequenos agricultores, os pequenos pescadores, controlam a produção de alimentos, fomentam a fome e as pestes. É assim que ganham mais dinheiro.

            Existem pessoas que possuem bens materiais, bons empregos e um bom padrão de vida. São altos executivos, empresários, profissionais liberais e quem mais? Esses devem fazer parte de 1% da população. O resto a gente já sabe e talvez até façamos parte da elite empobrecida quem tem um teto, uma mesa e, quem sabe, amigos, coisas essenciais para se viver.

            Em época de eleições presidenciais que prometem ser das mais acirradas, depois da democratização (?) do país, a vontade popular é o que menos importa para os homens mais ricos do mundo ou do país. Parece um comentário muito reacionário esse, não parece? Mas é assim que a coisa funciona. Vai ganhar a eleição aquele candidato que colaborar mais com a meia dúzia mais rica do planeta e do próprio país. Não tem jeito!

            A opinião popular acredita que Juscelino Kubitschek foi o melhor presidente que o país já teve, mas foi eleito pelas montadoras de automóveis e em contra partida rasgou o país com estradas de rodagem e não investiu na malha ferroviária. Tudo para favorecer a indústria automobilística.

 

Ivan Jubert Guimarães

 

22/01/2018

CAVALARIA EM AÇÃO

 

 

            O Brasil não tem bala para se sustentar um único dia qualquer que seja o conflito bélico contra qualquer país do mundo. No entanto, lá vamos nós, de novo, em missão de paz a pedido da ONU, dessa vez na República Centro-Africana. Serão enviados 750 militares a um custo de 400 milhões de reais.

            É louvável ver que nossos soldados estejam envolvidos em missão de paz e não de guerra. Já tivemos tropas em Suez durante o período de guerra de Israel e os Palestinos, a guerra dos seis dias. Enviamos tropas para o Haiti e agora para a África. Tomara que se consiga manter a paz no continente africano, coisa que não conseguiram na cidade do Rio de Janeiro e nem em Natal.

            Mas a ONU pede (ou manda) e lá vamos nós! Dinheiro parece não ser problema, mas é problema cuidar melhor de nossas fronteiras e manter a paz dentro de nosso território evitando o contrabando de armas e o tráfico de drogas. Para isso não temos soldados e nem armas e muito menos dinheiro.

            Há muito a ONU deixou de ser uma organização que unia as nações. Hoje não passa de um bando de burocratas que se penduram nos cargos e permitem que países como os Estados Unidos façam o que bem entendem pelo mundo. Por que não enviar uma missão de paz para a Coreia?

            E os militares brasileiros vão viver em áreas inóspitas, como o Haiti, vão provavelmente adquirir algumas doenças e a paz será garantida. Não sei quanto tempo ficarão na África, logo serão substituídos por outra tropa como aconteceu no Haiti.

            Nossas Forças Armadas não possuem um histórico bélico que seja ao menos respeitável. Para lutar contra o Paraguai precisamos do apoio do Uruguai e da Argentina, no que se chamou de Tríplice Aliança. Ah! Teve a conquista do Monte Castelo na Segunda Guerra Mundial, um monte que não tinha valor estratégico nenhum, a despeito do feito heroico de nossos pracinhas, que se tornaram esquecidos com o passar do tempo.

            E, enquanto isso, nossos generais vestem seus pijamas e dormem em berço esplêndido.

 

Ivan Jubert Guimarães

 

21/01/2018

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