UMA PEQUENA FÁBULA

O PEIXE E O PESCADOR

 

Ele era um homem normal, do tipo que gostaria de fazer o que tivesse vontade. Seu sonho era ser livre, gostava de ler e de curtir a natureza. Estava cansado daquela vida de escritório, de usar gravata o dia inteiro não importava o calor que estivesse fazendo.

            Lembrou-se de um livro que lera muito tempo atrás, no qual um homem passava os dias no mar tentando capturar um grande peixe. Passou a vida perseguindo o danado.

            O homem sentiu vontade de fazer a mesma coisa, embora vivesse bem longe do litoral. Mas ele tinha uma pequena cabana nas montanhas e lá perto tinha um rio bastante caudaloso. Fazia tempo que não ia para lá e pensou que estava na hora de fazer uma visita ao local. De repente sentiu falta das conversas da população local que nas rodadas de cachaça falavam de um grande peixe que vivia no rio e que só era visto quando emergia do rio.

            Fechou seu escritório, foi para casa e arrumou suas coisas partindo em seguida para as montanhas.

            Logo no dia seguinte, acordou cedo e foi passear no vale e ver o rio. Teve uma boa sensação, sentou-se à margem e ficou a observar a paisagem e as águas do rio. De repente ele viu, foi muito rápido, mas ele viu um grande peixe saltar no rio. Ficou extasiado com a beleza e tamanho daquele peixe. O peixe tornou a saltar e o homem se sentiu desafiado a pesca-lo. Era verdade, então, o peixe realmente existia.

            Passou muito tempo sentado à margem, mas o peixe não voltou mais.

            No dia seguinte, bem cedo, voltou ao mesmo lugar onde estivera no dia anterior, levando com ele vara de pescar, anzol, carretilha, comida e cachaça. Água ele beberia do rio.

            Colocou iscas no anzol e lançou a vara no rio e esperou. O peixe aparecia de vez em quando, mas longe da isca. Bicho esperto, ele pensou.

            Outros peixes menores pegavam a isca e o homem muitas vezes os devolvia ao rio. Estava lá para pegar o peixe grande, que era muito arisco.

            Todos os dias ele voltava para o rio na tentativa de pegar o peixe grande, mas nada do bicho pegar sua isca. Vez por outra ele pescava um peixe médio que até daria para uma boa refeição.

            O homem já sentia a frustração do fracasso e chegou a pensar em pegar o peixe com um tiro, mas pensou que seria covardia dele, afinal qual seria a vantagem de atirar no peixe? O que iria contar nas rodadas de cachaça à noite?

            Achou que estava se distraindo pegando peixes de bom tamanho, mas longe do peixe que parecia zombar do homem. Desistiu dos peixes e concentrou sua atenção no peixe que realmente queria pegar.

            Quando um peixe de bom tamanho pegava a isca, o homem o devolvia ao rio. Quando o peixe grande saltava no rio, parecia dar um sorriso de deboche.

            Coitado do homem, agora, depois de desprezar os peixes de tamanho médio, só conhecia pegar lambaris. Enquanto isso, o peixe grande e arisco nadava e saltava no rio.

 

Ivan Jubert Guimarães

 

26/05/2017

AMIZADE

 

 

            Estamos vivendo em uma época muito difícil em que os valores humanos estão perdendo força. Ética e Moral são apenas definições de como nosso comportamento deveria ser. O homem olha apenas para seu próprio umbigo e não se importa com o outro homem.

            Podemos dizer que a amizade entre duas ou mais pessoas existe quando elas têm o mesmo objetivo. Do contrário, com pensamentos ou ideias diferentes um começa a atacar o outro, uma vez que este não serve mais para ele.

            Os políticos brasileiros são amigos entre si já que têm o mesmo objetivo qual seja o do enriquecimento ilícito. São mesmo amigos, mas à medida que um muda de opinião, passa a ser inimigo. Eles trocam de partido como trocam suas gravatas, mas conservam a amizade porque possuem o mesmo objetivo. Basta, porém, que um tenha suas falcatruas descobertas a amizade termina e surgem as delações premiadas, as traições. Isso acontece porque um não quer ir preso e o outro deseja continuar roubando. Os objetivos de cada um mudaram.

            E você?

Você tem amigos? Quem é seu amigo?

Amizade é prova de confiança, não se deixa levar por tentações.

 

Exemplo: a conhecida história do escorpião à beira do riacho que viu um sapo, que ao ver o escorpião se afasta, pois ele é venenoso.

 

-          Não se assuste. Quero atravessar o rio e não sei nadar. Você me leva nas costas para atravessar o rio?

-          Tá louco, eu?

-          Não?! Veja bem todos aqui, são amigos, irmãos, vamos dar a mão, seja bom!

 

O sapo, nada. Não queria saber de levar o escorpião, mas este apela para a macro e ataca com tudo:

 

-          Olha, se você me levar nas costas o que acontece se eu te picar?

-          Eu morro!

-          É, você morre, mas eu também morro pois não sei nadar.

 

 

O sapo pensou, pensou e acabou aceitando. De vez em quando olhava pra cima de

suas costas, desconfiado. O escorpião encarapitado em suas costas dizia:

 

-          Fica tranquilo!

 

E com seus botões pensava: “não posso fazer isso, o sapo é meu amigo, traí-lo não

é certo “mas ao mesmo tempo pensava: “nunca foi tão fácil...ninguém olhando, ninguém vai saber de nada. Talvez ele até goste...veja como ele olha, está esperando que eu o pique!”. E assim, de racionalização em racionalização, no auge da excitação, ele pica o sapo, que morre imediatamente e ele, como não sabia nadar, morreu também, pois não havia chegado à margem.

 

 

            Moral da história: Um morreu de desgosto por não ter reconhecido antes. O outro morreu de prazer por ter cumprido aquilo que estava escrito em sua essência.

AMIZADE

 

 

            Estamos vivendo em uma época muito difícil em que os valores humanos estão perdendo força. Ética e Moral são apenas definições de como nosso comportamento deveria ser. O homem olha apenas para seu próprio umbigo e não se importa com o outro homem.

            Podemos dizer que a amizade entre duas ou mais pessoas existe quando elas têm o mesmo objetivo. Do contrário, com pensamentos ou ideias diferentes um começa a atacar o outro, uma vez que este não serve mais para ele.

            Os políticos brasileiros são amigos entre si já que têm o mesmo objetivo qual seja o do enriquecimento ilícito. São mesmo amigos, mas à medida que um muda de opinião, passa a ser inimigo. Eles trocam de partido como trocam suas gravatas, mas conservam a amizade porque possuem o mesmo objetivo. Basta, porém, que um tenha suas falcatruas descobertas a amizade termina e surgem as delações premiadas, as traições. Isso acontece porque um não quer ir preso e o outro deseja continuar roubando. Os objetivos de cada um mudaram.

            E você?

Você tem amigos? Quem é seu amigo?

Amizade é prova de confiança, não se deixa levar por tentações.

 

Exemplo: a história do escorpião à beira do riacho que viu um sapo, que ao ver o escorpião se afasta, pois ele é venenoso.

 

-          Não se assuste. Quero atravessar o rio e não sei nadar. Você me leva nas costas para atravessar o rio?

-          Tá louco, eu?

-          Não?! Veja bem todos aqui, são amigos, irmãos, vamos dar a mão, seja bom!

 

O sapo, nada. Não queria saber de levar o escorpião, mas este apela para a macro e ataca com tudo:

 

-          Olha, se você me levar nas costas o que acontece se eu te picar?

-          Eu morro!

-          É, você morre, mas eu também morro pois não sei nadar.

 

 

O sapo pensou, pensou e acabou aceitando. De vez em quando olhava pra cima de

suas costas, desconfiado. O escorpião encarapitado em suas costas dizia:

 

-          Fica tranquilo!

 

E com seus botões pensava: “não posso fazer isso, o sapo é meu amigo, traí-lo não

é certo “mas ao mesmo tempo pensava: “nunca foi tão fácil...ninguém olhando, ninguém vai saber de nada. Talvez ele até goste...veja como ele olha, está esperando que eu o pique!”. E assim, de racionalização em racionalização, no auge da excitação, ele pica o sapo, que morre imediatamente e ele, como não sabia nadar, morreu também, pois não havia chegado à margem.

 

 

            Moral da história: Um morreu de desgosto por não ter reconhecido antes. O outro morreu de prazer por ter cumprido aquilo que estava escrito em sua essência.

SIR ROGER MOORE

MEU PRIMEIRO HERÓI DA TELEVISÃO

 

 

            Era o fim da década de cinquenta ou início dos anos sessenta e eu ainda era um garotinho cujo sonho era ser herói e ajudar a salvar vidas, um bombeiro ou quem sabe um herói igual aos do cinema.

            Roger Moore foi meu primeiro herói de uma série televisiva chamada Ivanhoé. Todas as semanas ficava em frente da TV e assistia aos filmes de meu herói. Naquela época eu era cheio de heróis, Robin Hood, Guilherme Tell e outros mocinhos do cinema.

            Ainda na pré-adolescência eu lutava espada muito bem contra meus amigos. Com arco e flecha era imbatível.

            Eu fui crescendo e fui mudando de heróis; dois deles eram O Santo e o outro era lorde Brett Sinclair da série The Persuaders, junto com Tony Curtis. ambos interpretados por Roger Moore.

            Quando Sean Connery resolveu abandonar o personagem de James Bond, Moore foi convidado a substituí-lo. Não poderia ter havido melhor escolha. Foi o ator que mais vezes interpretou Bond, sete vezes, e não poderia ter sido diferente já que ele foi 007.

            Fiquei triste com sua morte, afinal ele tinha licença para matar e não para morrer.

 

 

Ivan Jubert Guimarães

 

23/05/2017

UMA HISTÓRIA DE AMOR

 

 

            Era uma vez, em um país distante do nosso, uma civilização antiga, mas de um grande conhecimento espiritual.

            Nesse país, nasceu um belo príncipe cuja mãe morrera no parto. O rei ficou desolado de tristeza e quis proteger o filho de todas as maldades do mundo. E assim, mandou cercar todo o palácio com altas muralhas para que seu menino não visse as atrocidades do mundo. À medida que o menino foi crescendo, mas ainda uma criança, o rei ordenou que todas as pessoas de idade avançada fossem enviadas para fora do reino. Também os doentes não podiam mais ficar dentro do reino.

            O rei não queria que seu filho visse a desgraça da doença e do envelhecimento da população.

            O menino brincava nas dentro do átrio do palácio. O pequeno príncipe só tinha amizade com o cavalariço que cuidava de seu belo cavalo. O príncipe tinha como único amigo, o filho do cavalariço e juntos brincavam bastante todos os dias quando o príncipe cavalgava dentro dos muros do palácio.

            Certa vez o amiguinho perguntou ao príncipe por que ele nunca saía do palácio e o menino não sabia explicar direito, pois para ele o mundo era só aquele que ele conhecia.

            O tempo foi passando e o menino foi percebendo que muitas pessoas que moravam dentro dos muros do castelo iam desaparecendo misteriosamente. De tempos em tempos seu cavalo era trocado por um mais novo, pois o rei não queria que o filho visse até mesmo a morte dos animais.

            Mas isso foi provocando a curiosidade do príncipe, ele começou a achar que devia existir algo mais do que aquela vida dentro do palácio. Um dia conversou com seu amigo e disse a ele que queria sair de dentro do palácio e ver o que havia do lado de fora. O amigo tentou dissuadi-lo, mas acabou ajudando o príncipe.

            Numa noite, com a ajuda do a migo, o príncipe escalou o muro do castelo e saltou para a vida. Tudo era estranho para ele e, então, ele começou a caminhar sem destino. Às vezes ele percebia algumas habitações e pessoas idosas ou doentes vivendo nelas. Chegou até a reconhecer algumas delas, mas estas, em respeito ao príncipe se escondiam e não falavam com ele.

            Certa noite, caminhando sozinho, um salteador pela em frente do príncipe e exige que este lhe dê todo o dinheiro que carregava. O príncipe disse que não tinha dinheiro algum e o ladrão não acreditava dizendo como um príncipe não carregava dinheiro e nem joias com ele. O príncipe soube, então, que era reconhecido por suas roupas e propôs ao ladrão que trocassem suas vestes. E assim foi feito e o príncipe ficou parecendo um mendigo.

            Os dias iam passando e certa vez o príncipe resolveu descansar embaixo de uma árvore e lá ficou por algum tempo, meditando sobre tudo o vira desde que fugira do palácio.

            Essa história, verdadeira, se passa na Índia e o príncipe se chamava Sidarta.

            Após um tempo de meditação e encontrando-se consigo mesmo, o príncipe saiu de seu transe e já não era mais a mesma pessoa: tinha se transformado em um Buda.

            Levantou-se, respirou profundamente e saiu a caminhar. Quando passava em algum vilarejo, ele conversava com algumas pessoas que achavam que aquele jovem era iluminado e passaram a segui-lo em suas andanças.

            Caminhavam bastante e o número de seguidores ia aumentando sempre.

            Num determinado dia eles passaram por uma cidadezinha muito bonita, com casas coloridas e muitas flores num jardim da pequena praça. Do outro lado dessa praça Buda viu uma bela mulher encostada na porta de uma casa. Ficou encantado com a beleza daquela mulher e foi ter com ela. Chegando perto daquela bela mulher Buda lhe dirigiu a palavra dizendo: “Eu te amo!”.

            A mulher apenas sorriu e Buda repetiu: “Eu te amo!”

            A mulher que nunca havia recebido uma declaração como aquela convidou Buda para entrar na casa e Buda apenas repetiu: “Eu te amo!” A mulher então respondeu: “Se tu me amas sobe comigo para o quarto”. Buda, então disse mais uma vez que amava a mulher, virou-se partiu com seus seguidores.

            Caminharam por muito tempo e os anos foram passando, mas Buda nunca mais foi o mesmo, andava sempre triste, calado e seus seguidores perceberam que ele estava daquele jeito desde que vira aquela linda mulher naquela bela cidadezinha por onde haviam passado anos atrás.

            Continuaram com sua peregrinação até que um dia começaram o caminha de volta. Depois de muito andarem, chegaram naquela cidadezinha.

A cidade já não era mais a mesma, as casas estavam envelhecidas, não havia mais flores no jardim da pequena praça. Buda olhou para o outro lado da praça e reconheceu a casa onde conhecera aquela bela mulher. Dirigiu-se para lá e havia um silêncio muito grande no local e ninguém se encontrava na porta que  estava entreaberta.

            Buda empurrou a porta da casa vazia e foi subindo os degraus. Em um dos quartos ele viu a mulher que tanto o encantara anos atrás, deitada sozinha em uma cama e parecia sofrer de alguma doença.

            Buda aproximou-se do leito e disse: “Eu te amo!”. A mulher abriu os olhos e reconheceu naquele homem o jovem de anos atrás. Não se conteve e exclamou: “Você por aqui? O que deseja de mim?”. E Buda respondeu: “Eu te amo!”.

            “Como você me ama?” respondeu a mulher. “Quando eu era jovem e bonita você não me quis, e agora que estou velha e doente você reaparece dizendo que me ama?” E mais uma vez Buda lhe disse: “Eu te amo, vem comigo!”. Ajudou a mulher a se levantar, Buda a curou e partiram juntos para a peregrinação.

 

 

Transcrição de uma verdadeira história de amor.

Ivan Jubert Guimarães

 

22/05/2017

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, LIBERDADE, Homem, de 56 a 65 anos, English, French, Livros, Cinema e vídeo
MSN -