Pensamento do Dia

E em meio a tudo isso, os políticos reajustam seus próprios salários e se recusam a dar um reajuste digno ao salário mínimo. A presidente nem começou a trabalhar e teve também um significativo aumento de salário. Dá vontade de matar essa gente!

TUDO RESOLVIDO

 

            Parece que o problema das catástrofes na região serrana do Rio de Janeiro já está sendo resolvido pelas autoridades governamentais. Com a nova medida, com certeza, no próximo ano, mesmo com chuvas, não haverá corpos espalhados pelas ruas das cidades. É que o Ministério Público Estadual do Rio de janeiro ordenou a construção de um Instituto Médico Legal em Nova Friburgo com a intenção de abrigar um número maior de mortos.

 

            É uma bela iniciativa, não há dúvida nenhuma quanto a isso. A Prefeitura já se comprometeu a colaborar. Depois de pronto, restará ao prefeito esperar ansiosamente por novas enchentes para inaugurar o novo IML, como fez Odorico Paraguaçu em O Bem Amado.

 

            A gente ouve geólogos falando e falando e dizendo que está tudo errado. Fácil falar depois da porta arrombada.

 

            Vê-se que o governo investiu alguns milhares de reais para colocar equipamentos com sensores que deveria avisar a velocidade dos ventos, a quantidade de água, o nível dos rios. Os equipamentos foram instalados, funcional, mas não operam, porque ninguém sabe quem é que tem a responsabilidade para isso.

           

            O descaso com a vida humana é uma coisa nojenta. Políticos e funcionários públicos começaram o jogo do empurra, todos querendo tirar o bumbum da seringa.

 

            As doações não param de sair de diferentes lugares do país, mas não se sabe o que realmente chega na região serrana. Pela televisão vê-se muito arroz, macarrão, feijão em grandes quantidades, alimentos que para serem preparados precisam de água.

 

            Em São Paulo e Minas, estradas foram derrubadas, pontes ruíram e os produtores não conseguem escoar sua produção. Daqui a pouco vai faltar leite, verduras e legumes, frutas e a culpa será dos comerciantes, lógico.

 

            Não se fala da presidente.

 

Ivan Jubert Guimarães

21/01/2011

Pensamento do Dia

O maior favor que se faz a uma semente é sepultá-la. Somente assim surgirá uma floresta.

Augusto Cury

O QUÊ FAZER?

Não sei mais o que devo fazer. O cirurgião abriu meu peito, abriu meu coração, sem que ele parasse, tirou de lá os excessos de gordura, os pedaços de artérias danificadas, mas quer me parecer que deixou por lá um resto de mágoa, de inconformismo e de rancor. Sim, eu tenho essas coisas terríveis dentro de mim. Ainda! Existem coisas externas a mim com as quais não consigo mais conviver. A mediocridade que impera na quase totalidade das pessoas chega a me sufocar. Só se fala em futilidades, automóveis, sexo e dinheiro, muito dinheiro. Alguns falam em trabalho para se lamentarem do que fazem e do que recebem e nem são capazes de agradecer pelo fato de estarem empregados. Amigos! Existem textos por aí que dizem que a gente nunca marca o início de uma amizade, pois ela simplesmente acontece. Outros falam do amigo usando frases prontas que dizem que o amigo é melhor do que parente, porque o amigo a gente escolhe. Parente também. Alguém já precisou de um amigo e ele foi capaz de largar tudo para ir socorrer você? É esse o tipo de amigo que você quer? Isso não é amigo, é bombeiro. Viramos tão egoístas, tão individualistas que passamos a criticar até os nossos amigos. Muita gente não sabe, mas temos amigos que nós ainda nem conhecemos. Alguns deles estão em terras muito distantes daquelas em que vivemos. Às vezes nós nos achamos melhores do que os outros porque fazemos algum trabalho benemérito, voluntário, ajudamos associações, orfanatos, asilos e nos julgamos como os preferidos de Deus. Ledo engano. Ao fazermos coisas assim é porque somos os mais endividados e estamos tendo uma chance de saldar nosso débito. Quando vejo cenas como as de ultimamente e observo pessoas ajudando a salvar vidas eu fico pensando porque elas fazem isso. Por que pessoas de todo o país começam a juntar alimentos e roupas para enviar para regiões atingidas por catástrofes se nas próprias cidades onde vivem há desalojados pelas mesmas águas e pelos mesmos deslizamentos de terra? O salvar vidas é pela preservação da espécie, pura e simplesmente. A ajuda com mantimentos e outras coisas é mais uma manifestação da hipocrisia humana que faz com que as pessoas enganem a si mesmas, parecendo boas, comprando consciência para poderem contar aos outros falando com orgulho que “Eu dei ouro para o bem do Brasil”. Eu ainda não fui a fundo e confesso nem ter pesquisado o assunto, mas sinto que há algo diferente no ar. As chuvas de São Paulo estão esquisitas. Tudo bem que chove em todo lugar, mas me parece que as chuvas estão cercando a cidade ou a região central. Cada dia chove forte em uma região diferente da periferia ou da Grande São Paulo. Parece um aviso, sabe aquela coisa de tomar a sopa pelas beiradas porque no meio do prato a sopa está muito quente? A gente olha para o céu e parece diferente também. O céu parece mais baixo do que antes. E não falo das grandes nuvens cinzentas não, estou falando do azul do céu. Tem sido difícil de ver ultimamente, mas de vez em quando ele aparece. O sol está mais quente. Hoje saí para uma caminhada de uma hora sob um céu azul e antes que eu voltasse nuvens escuras já começavam a se formar. O calor estava muito forte. Eu já vivi muitos verões em minha vida. Já senti até mais calor do que ultimamente, mas algo está errado. Faz muito calor com tempo feio. Os meteorologistas, ou melhor, as moças do tempo parecem ficar perdidas com as informações que têm que passar diante das câmeras; umas dizem que continuará chovendo, outras que a chuva chegará só no final do domingo. E aí não chove quando a moça diz que vai chover e a chuva do domingo chega na sexta-feira. Mas voltando às catástrofes, principalmente as do Rio de Janeiro, é triste ver cidades históricas sendo destruídas. Fico imaginando a própria cidade do Rio de Janeiro sendo assolada por avalanches do tipo que destruíram as cidades serranas. O que aconteceria se ocorresse algo no Complexo do Alemão, na Rocinha, na Mangueira e em outros morros que abraçam a cidade de um lado formando uma meia-lua de prédios de frente para o mar? No resto do mundo a coisa não está tão diferente. Haja vista as nevascas que atingem os americanos e canadenses. Li, não me lembro onde, que os franceses estão preocupados com uma possível cheia do Rio Sena proximamente. E o poluído Danúbio que já foi azul? Aquecimento global? Desmatamento? Poluição dos rios? Serão necessários bilhões, talvez trilhões, de dólares para consertar tudo? As bestas humanas acham que sim e por isso nada fazem. Mas a responsabilidade é de cada um de nós por aquele papelzinho de bala jogado ao chão, por cada cigarro que é aceso, pela cusparada na calçada, pelo mijo no poste, pelas embalagens plásticas jogadas nos mares e nos rios e por aí vai. Não é preciso dizer mais nada, você sabe! A Mãe Natureza tem inteligência suficiente para consertar tudo o que fizemos.. Só é preciso parar a tempo. A vida é mais forte que a tentativa do homem em acabar com tudo. Não dá uma vontade de pôr as mãos em um rio e beber de sua água fresquinha? Nunca fez isso? Que pena!

Ivan Jubert Guimarães 19/01/2011

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