Blog de Pensamento Liberal
  Pensamento do Dia

Brasil? Fraude explica.

Carlito Maia



Escrito por Ivan às 08h13
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A EFEMERIDADE DA VIDA

 

 

            Todos os dias morrem pessoas, milhares delas. Quando morre um parente próximo ou grande amigo sentimos a dor da perda, mas quase nunca pensamos em como a vida é curta. Antes mesmo de o corpo baixar à sepultura já estamos sorrindo em um canto qualquer, motivados pela piada que alguém contou.

            Agora quando morre uma pessoa famosa, em qualquer parte do mundo, é que percebemos como a vida é efêmera. Achamos que a morte é traiçoeira, mas não é não. Todos nós temos o nosso tempo por aqui e antes de vir para cá, compramos nossa passagem de ida e volta. Não há motivo para consternação geral, pois o que acontece a cada um de nós é apenas o resultado de nossa escolha.

            E assim a gente vai levando até o dia em que nós, e apenas nós, ouvimos o apito do trem que nos levará de volta para casa.

            É pena que sabendo de todas estas coisas passamos a maior parte da vida nos preocupando com coisas que não levaremos para casa. São coisas para as quais demos tanto valor que fica difícil uma separação delas. E o pior de tudo é que nossos descendentes irão brigar por elas tão logo estivermos de partida.

            A pergunta é: precisamos disto? Estes astros e estrelas que se apagam num instante, será que viram astros e estrelas de maior magnitude do que eles próprios alguma vez em suas vidas? Será que viram o trajeto de um rio, ou o mar arrebentando na praia? Certamente que viram, mas o que quero saber é se enxergaram.

            Não sinto dor pela morte de Michael Jackson, apenas pena. Como poderei sentir a perda de alguém que se perdeu por conta própria ao se desfigurar deliberadamente pela vaidade ou pela vergonha de ser negro? Alguém que renuncia à própria identidade, alguém que nunca se amou já estava morto há tempos. A imagem refletida nos palcos da vida era apenas o resultado de um jogo de espelhos, onde roupas brilhantes ocultavam a imagem cadavérica que dançava passos que eram sempre iguais não importando a melodia.

            Pois é assim que vejo a trajetória da vida, da minha vida e da vida de todos nós. Uma ilusão de eternidade, mas a eternidade está fora deste plano e já em outra dimensão qual a forma que teremos? Haverá cirurgiões plásticos do outro lado? E para quê se não haverá mais matéria a ser moldada?

            Ao mesclar o preto com o branco Michael perdeu a chama que lhe dava um certo brilho, virou cinza em vida,

 

Ivan Jubert Guimarães

26/06/2009

           

           



Escrito por Ivan às 08h03
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  Pensamento do Dia

"A prosperidade de alguns homens públicos do Brasil é uma prova evidente de que eles vêm lutando pelo progresso do nosso subdesenvolvimento".

Stanislaw Ponte Preta



Escrito por Ivan às 09h01
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A ZONA

 

            Este texto deveria ser proibido para menores de 18 anos, mas fazer o que? Se a justiça autoriza sexo entre meninas adolescentes, o que poderá piorar na moral brasileira? Se é que ela existe.

            Quando olho para fotos do Congresso Nacional me dá a impressão de estar olhando para um magnífico bordel, tantas são as sacanagens que acontecem lá dentro. Não há gente honesta lá dentro, não há. E se alguém ainda tiver uma boa intenção é bom lembrar que a verdadeira intenção é aquela que está sempre escondida. E se, por acaso, ainda restar uma maçã boa no caixote, em meio a tanta podridão, logo ela estará podre como as demais.

            Cadeiras são ocupadas por meretrizes, não aquelas que o são por profissão, mas por aquelas pessoas que assim agem por vocação. Não escapa ninguém, nem mesmo aqueles que não aparecem nos jornais e que não estão envolvidos em escândalos. Não, Podem não ser bandidos como seus pares, mas são omissos o que os torna quase piores.

            Desde a absolvição de Renan Calheiros eu preguei e cumpri a promessa de nunca mais votar, pois não quero ser conivente com a corja enojada de políticos insanos e calhordas. Homens e mulheres que estão vendendo o país, gene da pior laia que se preocupa apenas com copa do mundo, com olimpíada e com coisas que não trarão nada de benéfico à nação.

            A cada dia um novo escândalo, uma rapinagem, um cabide de empregos quando há tantos brasileiros buscando uma colocação no mercado de trabalho. O governo cria programas de esmolas tirando a dignidade do povo, gerando dependência para que esse mesmo povo os reeleja. Basta olhar os índices de popularidade do presidente da república.

            Não dá para acreditar que isso esteja acontecendo a céu aberto.

            Que povo é esse? Houve tempo em que eu acreditava na pujança do país e comparava o Brasil como sendo um grande petroleiro navegando pelos mares da América Latina e via os outros países como pequenos barcos de pesca que podiam mudar o rumo apenas com um leve toque no timão. Mas, devido a grandeza do petroleiro, para mudar de rumo o timoneiro tem que começar a girar o timão muitas milhas antes do local desejado, de tão grande é o barco. Entretanto, décadas já se passaram e o petroleiro parece uma nau sem rumo.

            Antes eu dizia que estes países possuíam apenas políticos melhores que os nossos. Hoje está claro que também possuem um povo melhor que o nosso, pois no mundo inteiro as manifestações de desagrado vão aumentando e aqui continuamos torcendo por futebol.

            Como somos palhaços fazemos piadas com nossa própria desgraça, vemos os preços das coisas aumentando dia-a-dia e ficamos calados, pois sempre deixamos que o governo decidisse por nós, contando suas lorotas e dizendo que nos ama, como fazem as meretrizes. Só que as putas do governo até dizem que nos amam, mas impedem nosso gozo.

 

Ivan Jubert Guimarães

25/06/2009



Escrito por Ivan às 08h49
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  Pensamento do Dia

O Direito Romano condenou Cristo e libertou Barrabás.



Escrito por Ivan às 07h43
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LIBEROU GERAL

 

 

            Tudo o que vem dos atos humanos não me surpreende mais. Mas há coisas em que os atos humanos ficam institucionalizados e, desta forma, passam a ter uma força de lei que difere muito das leis divinas.

            Eu me refiro a uma recente decisão do Supremo Tribunal de Justiça que está absolvendo dois réus da acusação de terem praticado relações sexuais com três meninas menores de idade, na verdade, três adolescentes na época em que o fato ocorreu. Um dos acusados é um ex-atleta, medalhista olímpico.

            A decisão do Supremo diz que não é crime pagar menor por sexo e leva em conta que as meninas já eram prostitutas antes do acontecido.

            A notícia é alvissareira para os donos de bordéis, casas de massagens e gigolôs de plantão. Para os usuários, estes devem estar eufóricos, pois em suas fantasias poderão imaginar estarem transando com meninas virgens. E ainda dizem que o crime não compensa. Não compensa diante das leis de Deus, mas aqui no planetinha o criminoso sempre leva vantagem, principalmente quando pode arcar com os altos custos de sua defesa.

            Dentro em pouco haverá, com certeza, muitas meninas pelas ruas se oferecendo aos homens e, convenhamos, se o sujeito não for dotado de bons princípios ficará difícil de resistir. O fato de ser prostituta antes nada quer dizer, pois nos dias de hoje, meninas menores transam com seus namorados abertamente, dentro das casas dos próprios pais. Não sendo virgens, poderão alegar que já eram prostitutas. Tudo liberado.

            A moral desce mais alguns degraus rumo a baixaria que toma conta do país. O turismo do sexo crescerá bastante e, afinal de contas, não existe pecado do lado de baixo do equador.

            A prostituição está generalizada, ela está presente dentro das mais altas esferas dos governos federal, estadual e municipal. Ou alguém tem alguma dúvida disso? As mentes dos governantes são verdadeiras putas, pois agem em função apenas do quem dá mais e não se preocupam, nem um pouco, com o que pode advir de suas atitudes racionais sim, mas desprovidas de qualquer sentimento.

            A justiça do país é coisa utópica, batizada que foi pelo homem de cega. Se for cega, não pode haver justiça e o jogo de palavras para explicar que sendo cega ela não toma partido é história para boi dormir. Ela enxerga sim e protege os endinheirados. Ela justifica que roubar é um ato criminoso e não importa o produto do roubo, se um milhão de dólares ou se um pedaço de pão. O que conta é a atitude, o ato de roubar. A diferença da aplicação da lei está nos honorários dos advogados. Quem rouba pão não pode pagar. Advogado nenhum quer ser cúmplice de quem não tem o que comer.

            E viva a justiça brasileira.

 

Ivan Jubert Guimarães

24/06/2009



Escrito por Ivan às 07h42
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  Pensamento do Dia

"Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo."

Oscar Wilde.



Escrito por Ivan às 07h40
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AS CAPITANIAS HEREDITÁRIAS

 

Recurso utilizado por Portugal para facilitar a administração de tão grande território, o sistema de capitanias acabou não sendo o que se esperava na época.

O Marquês de Pombal extinguiu, em 1759, a hereditariedade do sistema, mas deve ter-se esquecido do Maranhão onde a família Sarney é a grande proprietária da região e José Sarney o grande donatário. E quem foi que deu o Maranhão para Sarney, já que donatário significa alguém que recebeu uma doação. Assim como ele, outros vão devagarzinho se apossando de terras Brasil afora, haja vista o reinado que durante anos foi mantido por Antonio Carlos Magalhães na Bahia.

Sarney, na verdade, não é um donatário, mas um posseiro, um posseiro daqueles que vão pouco a pouco aumentando usas enormes propriedades num estado falido que se compara ao Piauí como os estados mais pobres da federação.

O país assiste a essa vergonha, esta sim hereditária, pois passa de pai para filho, embora vá acontecer a mesma coisa com o Maranhão onde as ações de Roseana visam manter o patrimônio do pai na família.

Sarney está se tornando o dono do país e talvez seja o único que poderá dar uma rasteira no presidente. A longa experiência à frente do Senado, o fato de já ter sido presidente do país faz dele uma carta importante no jogo de buraco que o Brasil se tornou. Lula o defende, pois sabe que se tentar brigar será derrotado. Só que o presidente continua blefando com seu par de dois num jogo de pôquer imaginário, já que o jogo real é Buraco.

Como todo donatário que se preza, Sarney tem nas mãos toda a imprensa, é dono de rádios, emissoras de televisão, jornais, etc. É difícil derrotar o homem.

O presidente, perdido, faz alianças contra seus inimigos do passado, assim como Sarney, Fernando Collor e todos aqueles contra quem lutou quando na condição de metalúrgico. Está entregando o país para as mãos sujas de ladrões inescrupulosos, fantoche que é.

A política externa de nosso presidente chega a nos deixar vermelhos com tantas gafes cometidas e com os apoios irrestritos dados a governantes sem caráter espalhados pelo mundo. Bilac estava certo quando disse que não se veria um país como este. E, talvez, em futuro próximo, não se veja país algum, “nesta terra descoberta por Cabral”.

Quando as capitanias foram extintas em definitivo, aconteceu, logo depois, a Independência do Brasil, política na verdade, já que até bem pouco tempo dependíamos de tudo e de todos. Será que se conseguirmos extinguir o sistema de capitanias atual, voltaremos a ser independentes?

 

Ivan Jubert Guimarães

23/06/2009

 

 

 



Escrito por Ivan às 07h35
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  Pensamento do Dia

Pior do que não ter amigos, é achar que tem.



Escrito por Ivan às 06h20
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CONTINUA TUDO IGUAL

 

            Nada fica sempre igual, pois tudo evolui. Mudanças acontecem a todo instante, mas certas coisas demoram muito para mudar. Relendo antigos escritos, encontrei um que escrevi em junho de 1980 no qual eu manifestava meu descontentamento com a situação reinante no país.

            Quase trinta anos se passaram e eu ainda busco por um mundo melhor e continuo alimentando um sonho impossível.

 

Sonho Impossível

 

Quisera fosse possível,

Um novo e belo futuro;

Atingir o mais alto nível,

Descobrir o meu porto seguro.

 

Deixar bem longe o passado,

Tornar livre tudo que foi proibido;

Ser mais eu, certo ou errado,

Amigos fiéis para não ser traído.

 

Deixar de ser um burocrata,

Ser to tipo “se eu gosto, eu faço”,

Todos fossem da mesma nata,

Governado e governante num abraço.

 

Houvesse uma única crença;

Que todo pobre tivesse um abrigo;

Houvesse remédio para cada doença,

Não existisse crime nem castigo.

 

Abundâncias de safras o ano inteiro,

Que o ensino melhorasse de nível,

Que todo patrão fosse brasileiro,

Tomara tudo fosse exeqüível.

 

            Parecia tão fácil, mas continuamos sempre cometendo os mesmos desacertos, fazendo tudo exatamente como antes. Claro que fazendo as mesmas coisas, os resultados não podem ser diferentes.

            Não vou desistir, entretanto, assim como Quixote em sua luta por um mundo melhor, também continuarei lutando, mesmo sendo motivo de chacotas de muitos. Acontece que um mundo bem melhor é coisa para poucos. Lembrem-se de que “Muitos serão os chamados e poucos os escolhidos”. Não sei de que lado eu estarei, mas já fiz minha escolha, já sei para onde quero ir.

 

Ivan Jubert Guimarães

22/06/2009



Escrito por Ivan às 06h19
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  Pensamento do Dia

"Hoje eu acordei com saudade de você..."

Carlos Imperial



Escrito por Ivan às 08h12
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UM TEXTO DE DRUMMOND

 

 

 

            Hoje acordei me questionando sobre algumas coisas que tenho feito e sobre outras que tenho deixado de fazer. A gente fica meio sem saber o que fazer nessas horas em que a incerteza, ou o medo, nos mantém inertes na espera que tudo aconteça sem a nossa interferência.

            Vivemos nos iludindo e achamos ruim quando surge uma desilusão e nem pensamos que é melhor uma desilusão do que viver a vida iludido. É bom viver, a cada dia surgem novas experiências e nosso trabalho é apenas reconhecer o novo e aprender.

            Isso me trouxe à lembrança um texto de Carlos Drummond de Andrade:

 

Viver não dói.

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido juntos e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente
conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil venturas nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

 

Ivan Jubert Guimarães

21/06/2009
 



Escrito por Ivan às 08h09
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