SUPREMO

 

 

            Em dicionários da língua portuguesa, o termo supremo significa algo que está acima de qualquer coisa.  Significa, também, algo que se refere ou pertence a Deus, divino.

 

            E é assim que os ministros do Supremo Tribunal Federal se consideram estarem acima de qualquer coisa e agem como se fossem deuses.

 

            Agem como deuses, mas se esquecem de que os deuses estão mortos. Aliás, isto foi tema de novela de Lauro César Muniz lá em 1971.

 

            Os juízes falam, discursam, usam palavras que o povo comum nem entende, são os donos da verdade e, por isso, agem com leviandade destituída de qualquer riqueza cívica e moral. Dizem para quem quiser ouvir que agem em nome da lei e que, portanto, o que fazem é legal.

 

            Na verdade o Supremo Tribunal Federal é composto por covardes e também por corruptos sustentados pelo réu durante o tempo em que foi governante. Claro que há inocentes na parada, mas igualmente fracos.

 

            Muita gente quer vingança e não justiça e acham que o réu deve ser preso. Mas a maioria deseja justiça mesmo, por ter sido espoliada durante décadas e que se preocupa com o futuro da nação. Entendo que existe certo exagero nessa preocupação, pois o Brasil não se tornará uma Venezuela, isso está fora de qualquer prognóstico feito pelos pessimistas de plantão, aqueles que desejam vingança.

 

            O que está em jogo não é a prisão de um grupo de ladrões, mas a volta da moralidade do poder judiciário. O povo precisa acreditar que existe justiça nos tribunais e nas cortes supremas, do contrário pode sim acontecer uma desobediência civil.com todos agindo com histeria, pois sabem que não serão punidos. Serão condenados sim, mas não por uma lei, mas pela interpretação de juízes que se consideram deuses.

 

            No filme Doze homens e uma sentença, o personagem de Henry Fonda tenta de todas as formas convencer os outros jurados da inocência do acusado, pois todos já estavam condenando o réu. Tinham pressa de ir embora, haveria jogo de futebol, previa-se chuva forte no final do dia, etc.

 

            Em situação inversa, o STF parece ter pressa em inocentar um réu culpado em duas instâncias, afinal estamos em ano eleitoral e os deuses desejam continuar em seus tronos celestiais.

 

Ivan Jubert Guimarães

04/04/2018

A GRANDE FARSA DOS DIREITOS HUMANOS

 

 

            O mundo acabara de sair da Segunda Guerra Mundial na qual foram cometidas muitas atrocidades, por parte dos nazistas, dos japoneses e dos aliados, aí incluídos os Estados Unidos, a Inglaterra e a Rússia.

            Milhões foram mortos em combates e milhões simplesmente assassinados. Envergonhados os líderes mundiais quiseram colocar panos quentes e afastar o mau cheiro de milhões de mortos. Criou-se, então, a Organização das Nações Unidas, no mesmo ano em que a guerra terminou. Nações Unidas que até hoje não congregam todas as nações do planeta, tratando-se mais de uma entidade político com a falsa finalidade de promover a paz mundial.

            Em dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas elaborou a grande farsa mundial que foi a Declaração Universal dos Direitos Humanos que entre outros “considerandos”, considerava que o reconhecimento inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz do mundo.

            Tudo muito bonito, enquanto o mundo ainda se refazia da Segunda Guerra Mundial e tão logo a declaração foi promulgada, americanos e russos separaram a Coreia. O mundo dividia-se em duas partes, um lado capitalista e outro comunista e os coreanos vivem ameaçados até hoje. Mas não parou aí, pois em 1955, dez anos após o término da Segunda Grande Guerra lá estavam os americanos de novo numa das mais sangrentas batalhas: a Guerra do Vietnam. É ou não é uma farsa essa Declaração Universal dos Direitos Humanos? Além do mais, trata-se da maior hipocrisia cometida pela humanidade.

            A Declaração Universal dos direitos Humanos, como peça literária, é muito bonita. Quem se interessar e ver como é hipócrita essa declaração vá no endereço  https://www.unicef.org/brazil/pt/resources_10133.htm .

            Essa declaração soa, para mim, como compra de consciência política dos homens que governam o mundo. A própria ONU é outro embuste já que não proíbe conflitos militares e basta ver o que acontece no Oriente Médio. Há países que lutam há séculos, outros há milênios, mas toda a humanidade tem direito a viver em paz.

            As chamadas minorias reivindicam os direitos humanos, mas nenhuma delas conhece os deveres humanos. Os homens de todo o mundo não respeitam a diversidade, a natureza, o ambiente e nem o próprio homem. O mundo passa fome, morre de doenças e uns idiotas falam em direitos humanos. As guerras povoam todos os continentes, se não guerras militares, guerras urbanas. Terroristas cometem atentados de toda natureza. Políticos corrompem a tudo e a todos e dizem que fazem o que fazem pelo bem comum.

            Proponho a elaboração da Declaração do Dever Humano, com um único artigo:

 

Artigo único: Todo ser humano tem o dever de zelar pelo ambiente em que vive, ajudar o mais fraco, alimentar aquele que tem fome e sede, cuidar daquele que estiver doente, abrigar o que tem frio, ensinar aquele que sabe menos e respeitar as diferenças sociais, étnicas e religiosas.

 

Ivan Jubert Guimarães

16/03/2018

GÊNIOS QUE PARTEM

 

 

Quando soube da morte de Bebeto de Freitas fiquei triste, pois o admirava bastante. A ele coube apenas o papel de pai de uma geração de prata. Quanta injustiça. Foi graças ao seu talento que jovens de ambos os sexos abraçaram o voleibol como esperte preferido, e dali nasceram as gerações de ouro.

 

Antes de Bebeto de Freitas ninguém ia aos ginásios para assistir partidas de um jogo que poucos conheciam. Ninguém ouvira falar em Bernard, Xandó, Renan, Montanaro e tantos outros. Estes homens foram os pioneiros, os desbravadores de um esporte que no Brasil hoje só perde para o futebol no número de praticantes.

 

Os seguidores de Bebeto tornaram-se campeões olímpicos graças à herança deixada por ele. Claro que todos têm seu valor nas conquistas.

 

Mudando completamente de assunto, vi que outro gênio partiu deste planeta: Stephen Hawking. Este homem desenganado ainda na infância por uma doença degenerativa viveu mais de 50 anos, tendo escrito livros sobre física, sobre Deus, sobre a origem do Universo, universo esse que ele transformou numa casca de noz.

 

Há uma terceira pessoa que a imprensa brasileira classifica como gênio e que ainda vive. Trata-se de Neymar, um moleque deslumbrado e egoísta que se deixa fotografar em uma cadeira de rodas, com a perna esticada para homenagear Stephen Hawking. Brincadeira ou não, tremendo mau gosto de um garoto mimado que deseja ser o número um do mundo, mas falta-lhe a humildade e o espírito de corpo. Gosta de brilhar sozinho, é reclamão e tem se mostrado vaidoso ao extremo. Gosta do luxo e de se exibir.

 

Não aprendeu com Bebeto de Freitas o que é fazer parte de uma equipe. Se quis homenagear Stephen Hawking que o fizesse com uma atitude inteligente e não com uma molecagem.

 

Ivan Jubert Guimarães

14/03/2018

PRIMEIRO PASSO?

 

 

            Tudo na vida tem sempre o primeiro passo. É assim quando, logo após o nascimento, começamos a engatinhar. Vemos nossos pais em pé e queremos imitá-los e tentamos ficar em pé também. Acontecem os tropeços seguidos de tombos, até que os braços do pai ou da mãe começam a nos guiar com segurança.

 

            Tenho visto nas manifestações populares da história recente do país, muitos jovens pedindo intervenção militar no país. Eles não sabem o que fazem, pois não viveram na época da ditadura militar. Concordo com alguns dos mais velhos que dizem que o Brasil avançou muito economicamente e tornou-se a sétima economia do mundo. Sétima, oitava ou trigésima, não me diz nada, importante é ter um lugar em que se possa ter uma vida digna.

 

Em uma ditadura todas as decisões são tomadas por um único homem ou um pequeno grupo de homens comprometidos com o ditador, seja por medo ou interesse particular. Foi assim na era Vargas e foi assim no movimento de 1964.

 

Considerando os dois períodos, e hoje com 69 anos, posso dizer que mais da metade de minha vida vivi sob um governo ditatorial e digo aos jovens de hoje: não é bom!

 

Os mais velhos dizem que naquela época podíamos andar com mais segurança nas ruas e é verdade. Naquele tempo éramos pouco mais de 70 milhões de habitantes, hoje a população triplicou e ocupa o mesmo espaço de antes. Naquela época tínhamos medo da polícia ao invés do bandido. A polícia andava em carros chapas frias e bastava ver dois ou três amigos na rua para pará-los em uma blitz. Reuniões a céu aberto eram proibidas e até mesmo na casa de amigos corria-se o risco de invasão policial, bastando para isso um telefonema de um vizinho mal humorado.

 

Exagero? Mas eu vi acontecer! Tive amigos e professores presos

 

Fala-se na honestidade dos cinco presidentes que governaram o país, que morreram pobres e quase nada deixaram para suas viúvas. É verdade, mas honestidade não é uma virtude, é dever, É obrigação! Levemos em conta que quem faz escola militar aprende duas coisas que todos deveriam aprender: disciplina e patriotismo, coisas de que os governantes na Nova República nunca ouviram falar e por isso, desde aquela época ganharam muito dinheiro, por serem amigos do poder.

 

A democracia só mudou o regime de governo, mas não mudou o caráter dos homens. A ganância passou a imperar no país e a violência tomou conta das cidades. Pouco emprego? Pouca moradia? Excesso populacional? Ou terá sido falta de planejamento e de vergonha na cara?

 

Alguém realmente acha que o chefe do tráfico de drogas mora na favela?  Afinal quem é o chefão? Marcola ou Fernandinho Beira-Mar? Estes estão presos por medida de segurança, pois aqui do lado de fora correm perigo.

 

O Rio de Janeiro é uma cidade maravilhosa por natureza e oprimida pela própria natureza. De um lado o mar e do outro os morros, e o morro desceu. Viver no Rio tornou-se uma aventura com as pessoas tendo medo de sair de suas casas. Os governos municipal e estadual deterioram com a cidade e o estado e, agora, atendendo a pedidos, o governo decretou intervenção federal no Estado.

 

Os extremistas direitistas sorriem, os de esquerda ficam com o pé atrás. A burguesia também sorri, mas o favelado com certeza está chorando.

 

Terá sido esse o primeiro passo para uma ditadura de direita?

 

Ivan Jubert Guimarães

 

16/02/2018

UMA XÍCARA DE AÇUCAR

 

 

            Quando atingimos certa idade, é comum nossa mente viajar para o passado e tentar reviver doces momentos vividos, coisas simples de uma vida simples, muito diferente do que vivemos hoje, em uma correria desenfreada para ganhar a vida.

 

            Outrora não havia essa correria toda, as pessoas andavam mais, não havia condução farta, as pessoas andavam mais devagar, mesmo nas ruas das grandes cidades.

 

            Não havia shoppings centers e nem mesmo supermercados. O abastecimento era feito nos armazéns, escolhia-se os mantimentos e o dono do armazém sempre orientava seus clientes sobre a qualidade de cada produto. Sua clientela era fiel.

 

            As feiras livres eram abundantes pelos bairros e as aves eram vendidas vivas para as pessoas. Quando muito o feirante se encarregava de torcer o pescoço da galinha.

 

            Ao final dos dias as famílias esperavam o chefe da casa chegar para só então sentarem-se à mesa para o jantar. Em noites quentes muitos vizinhos saiam de suas casas e colocavam cadeiras nas calçadas para um gostoso bate-papo noturno. As crianças brincavam na rua e quando os pais chamavam-nas para dormir, todas obedeciam.

 

            Ninguém trancava as portas de suas casas durante o dia, pois sempre um amigo ou uma vizinha entrava em nossa casa com algum pretexto.

 

            Às vezes alguma vizinha entrava em minha casa com uma xícara e perguntava para minha mãe se ela poderia emprestar uma xícara de açúcar. E era mesmo um empréstimo, pois no dia seguinte lá ia a vizinha devolver o açúcar. Outras vezes alguém pedia uma xícara de farinha para fazer o bolo e, logo depois, a farinha era devolvida em um delicioso pedaço de bolo.

 

            Era uma vida calma, a gente passeava bastante e brincava muito, sem televisão que era ligada somente à noite e quase ninguém possuía telefone.

Era assim durante fins da década de 50 e meados da de 60, décadas que até hoje são curtidas por quem as viveram e até mesmo pelos mais jovens que nasceram em décadas posteriores.

 

            E você, me empresta uma xícara de açúcar?

 

Ivan Jubert Guimarães

 

01/02/2018

DINHEIRO, PRA QUÊ DINHEIRO?

 

 

            Já faz algum tempo, escrevi uma crônica onde dizia que apenas um grupo de seis pessoas detinha o poder no planeta. Essas pessoas elegiam presidentes, apoiavam ditadores e qualquer tipo de governantes que poderiam aumentar suas riquezas. E são atitudes como essa que fazem desses homens os mais ricos do mundo e não o trabalho.

            Hoje, anos depois de minha crônica, vejo uma matéria do UOL que aponta que 82% de toda riqueza mundial gerada entre 2016 e 2017 ficou com o primeiro mais rico da população.

            Sua fortuna é maior do que a metade da população mundial, ou seja, 3,7 bilhões de pessoas. Não sei quem ele é e também não interessa. Mas seja ele quem for ele não tem o poder nas mãos? Se pegarmos os outros cinco colocados nesse ranking e juntá-los ao mais rico, a riqueza aumentará bastante percentualmente falando.

            Esses homens não podem fazer o que querem? Mandam mais que os governantes que ajudam a eleger, promovem guerras, destroem países, promovem doenças, fabricam vacinas, destroem os pequenos agricultores, os pequenos pescadores, controlam a produção de alimentos, fomentam a fome e as pestes. É assim que ganham mais dinheiro.

            Existem pessoas que possuem bens materiais, bons empregos e um bom padrão de vida. São altos executivos, empresários, profissionais liberais e quem mais? Esses devem fazer parte de 1% da população. O resto a gente já sabe e talvez até façamos parte da elite empobrecida quem tem um teto, uma mesa e, quem sabe, amigos, coisas essenciais para se viver.

            Em época de eleições presidenciais que prometem ser das mais acirradas, depois da democratização (?) do país, a vontade popular é o que menos importa para os homens mais ricos do mundo ou do país. Parece um comentário muito reacionário esse, não parece? Mas é assim que a coisa funciona. Vai ganhar a eleição aquele candidato que colaborar mais com a meia dúzia mais rica do planeta e do próprio país. Não tem jeito!

            A opinião popular acredita que Juscelino Kubitschek foi o melhor presidente que o país já teve, mas foi eleito pelas montadoras de automóveis e em contra partida rasgou o país com estradas de rodagem e não investiu na malha ferroviária. Tudo para favorecer a indústria automobilística.

 

Ivan Jubert Guimarães

 

22/01/2018

CAVALARIA EM AÇÃO

 

 

            O Brasil não tem bala para se sustentar um único dia qualquer que seja o conflito bélico contra qualquer país do mundo. No entanto, lá vamos nós, de novo, em missão de paz a pedido da ONU, dessa vez na República Centro-Africana. Serão enviados 750 militares a um custo de 400 milhões de reais.

            É louvável ver que nossos soldados estejam envolvidos em missão de paz e não de guerra. Já tivemos tropas em Suez durante o período de guerra de Israel e os Palestinos, a guerra dos seis dias. Enviamos tropas para o Haiti e agora para a África. Tomara que se consiga manter a paz no continente africano, coisa que não conseguiram na cidade do Rio de Janeiro e nem em Natal.

            Mas a ONU pede (ou manda) e lá vamos nós! Dinheiro parece não ser problema, mas é problema cuidar melhor de nossas fronteiras e manter a paz dentro de nosso território evitando o contrabando de armas e o tráfico de drogas. Para isso não temos soldados e nem armas e muito menos dinheiro.

            Há muito a ONU deixou de ser uma organização que unia as nações. Hoje não passa de um bando de burocratas que se penduram nos cargos e permitem que países como os Estados Unidos façam o que bem entendem pelo mundo. Por que não enviar uma missão de paz para a Coreia?

            E os militares brasileiros vão viver em áreas inóspitas, como o Haiti, vão provavelmente adquirir algumas doenças e a paz será garantida. Não sei quanto tempo ficarão na África, logo serão substituídos por outra tropa como aconteceu no Haiti.

            Nossas Forças Armadas não possuem um histórico bélico que seja ao menos respeitável. Para lutar contra o Paraguai precisamos do apoio do Uruguai e da Argentina, no que se chamou de Tríplice Aliança. Ah! Teve a conquista do Monte Castelo na Segunda Guerra Mundial, um monte que não tinha valor estratégico nenhum, a despeito do feito heroico de nossos pracinhas, que se tornaram esquecidos com o passar do tempo.

            E, enquanto isso, nossos generais vestem seus pijamas e dormem em berço esplêndido.

 

Ivan Jubert Guimarães

 

21/01/2018

ALGUÉM ME EXPLICA?

 

 

            Não entendo mais nada. Na verdade finjo não entender, pois é melhor continuar fazendo o papel de bobo.

            Dias atrás Cristiane Brasil foi nomeada como Ministra do Trabalho e sua nomeação foi barrada algumas vezes na justiça por conta dela ter sido condenada em um processo trabalhista por manter um motorista trabalhando 15 horas por dia sem carteira assinada e também por não pagar direitos trabalhistas.

            Enquanto isso, Temer dá uma declaração de que vai se dedicar à sua recuperação moral. Acredite, ele disse mesmo isso.

            Em outra notícia os desembargadores que vão julgar Lula em segunda instância Já foram escolhidos e seus nomes estão sendo amplamente divulgados.

            Em outra notícia fico sabendo que cientistas brasileiros estão perto de criar material invisível. A notícia é séria e digna de orgulho para nós brasileiros. Mas Lula já tinha inventado isso, o tríplex é invisível, o mesmo acontece com o sítio e principalmente com a fortuna que ele roubou, mas ninguém viu.

            O está acontecendo no Brasil? A mim me parece que estamos no centro de um picadeiro e diante de uma plateia de congressistas que riem muito de nós por ficarmos rodando para todos os lados entorpecidos devido tanta malandragem do governo que elegemos para cuidar de todos nós, fazendo leis que beneficiem o povo, que não deixe a educação e a saúde à minguas.

            E por falar em saúde, parece que o governo possui uma criação de mosquitos e de vírus letais à nossa integridade física. Eu me lembro de que no início da década de setenta, o grande vilão foi a meningite que deixou a população histérica. As pessoas tinham medo de usar o transporte coletivo, para não pegar meningite. Alguns não entravam nem em elevadores com medo da doença que era transmissível pelo ar.

            Depois veio a encefalite

Anos depois houve uma endemia de raiva realizadas campanhas para se vacinar os animais domésticos e os humanos que tivessem contato com a saliva do animal.

            Em 1981 descobriu-se a Síndrome da imunodeficiência adquirida, a AIDS que se alastrou pelo mundo numa velocidade espantosa.

            Na década de noventa veio o cólera, outra doença contagiosa.

            Seguiu-se a dengue, o Zica vírus e a chikungunya.

            Seguiu-se a gripe aviária, a gripe suína e dá-lhe vacinas;

            Quando a gente pensa que acabou eis que ressurge a febre amarela e lá vai de novo o povo enfrentando filas de seis horas para tomar uma dose de vacina fracionada.

            Todas essas doenças têm causado pânico na população gerando uma histeria enorme e dá-lhe vacinas Os corpos dessas pessoas que tomam vacinas atendendo aos apelos da mídia estão impregnados de vírus vivos que um dia vão se reproduzir no organismo das pessoas matando-as.

            Sinto que o governo está querendo dizimar parte da população a médio e longo prazo com tantas vacinas. O boi tem febre aftosa, a vaca fica louca e as pessoas não reclamam. E se não reclamam pela própria saúde, como vão querer lutar por um governo decente? Alguém me explica?

 

Ivan Jubert Guimarães

 

20/01/2018

O PRESENTE

 

 

            Tinha tudo para ser um dia especial, mas eu não contava com o imprevisto de que minha intenção pudesse criar um incidente. Fui convencido a abandonar a ideia.

 

            Era algo muito simples, talvez até singelo, mas estava carregado de carinho e esperança de que eu fosse agradar.

 

            As coisas nem sempre acontecem do jeito que a gente pensa.

 

            Dei um telefonema, mas do outro lado só monossílabos e mesmo assim passei minha mensagem.

 

            Passei o dia de hoje com muita tristeza em meu coração, muito cansaço e muito ofegante que achei que fosse morrer. Escrevi uma crônica dando meu adeus, mas guardei-a sem publicar.

 

            As horas foram passando, mas a tristeza não passava e o jeito foi dormir à tarde e sentindo algumas dores no corpo.

 

            Devo ter dormido umas duas horas e acordei mais disposto. Fui para a sala tentar ver um pouco de televisão e olhei para a estante e lá estava ele, o presente que eu não pude dar.

 

Ivan Jubert Guimarães

 

14/01/2018

O ADEUS

 

Pode ser que aconteça hoje,

Algo dentro de mim diz que é possível.

As dores em meu corpo

Cada dia mais insuportáveis.

Um simples banho esgota minhas forças

E o cansaço é tão grande

Que chega a parecer um infarto.

Dói-me o sistema muscular

E as cãibras são constantes

E me impedem de ter

Uma noite de sono tranquila.

Dia sim, dia não, hemodiálise.

Nesses dias não almoço

E me enfraqueço cada vez mais.

Nas outras refeições

Preciso comer melhor e tenho exagerado;

Um pouco só, mas o suficiente

Para ganhar peso.

Na hemodiálise esse peso desaparece,

É um sobe e desce constante.

Minha glicemia parece

Uma montanha russa,

Sai lá de baixo e vai às alturas.

Minha pressão, outrora alta,

Tem ficado muito baixa.

Tudo isso acontece todos os dias.

Pronto socorro? Hospitais?

Já não aguento mais!

Todas as semanas visito alguém,

E sempre um medicamento a mais.

Alguns dos remédios possuem

Efeitos colaterais, elevam a glicemia,

E tenho que fazer milagres

Para que não suba tanto.

Todos falam que eu estou bem,

Mas não sabem e não acreditam

Nas minhas dores.

Acham que quero piedade.

Como estão enganados!

A tristeza chega e me faz chorar,

Não reclamo das doenças

Porque sei que se Deus me deu

Esse fardo é porque sabe que posso carregar.

Só queria mais compreensão.

Sinto a morte me rodeando

Não me mandem flores para meu enterro;

Prefiro que elas vivam ao invés de morrerem

E serem enterradas comigo.

Só queria ter tempo para dizer adeus!

 

 

Ivan Jubert Guimarães

 

14/01/2018

TRILHA SONORA

 

 

Uma linda jovem me disse, uma vez, que sua vida era uma trilha sonora. Hoje comecei o dia ouvindo trilhas sonoras de grandes filmes do cinema e não pude deixar de lembrar-me daquela jovem que é minha sobrinha por adoção. Na verdade foi ela quem me adotou como tio.

Fiquei a imaginar como seria a minha vida e achei que minha vida é uma poesia, mas que, às vezes, parece ser uma grande dança, um baile onde são tocados diversos gêneros musicais. Alguns deles eu consigo dançar mais ou menos, dançar nunca foi minha praia, mas muitas vezes a música me derruba e fica difícil me levantar e pegar o ritmo.

A trilha sonora de minha sobrinha é composta de músicas maravilhosas que parecem ter sido compostas especialmente para ela e sua vida vai evoluindo cada vez mais acompanhando o aumento dos acordes e baixando suavemente para logo subirem novamente.

E por falar em trilha sonora e baile, há quase dez anos, escrevemos junto um soneto intitulado Pelos Bailes da Vida.

Enquanto escrevo essas linhas me delicio com os acordes de Danúbio Azul e em minha imaginação me vejo dançando no espaço em uma magnífica trilha sonora!

 

Ivan Jubert Guimarães

 

07/01/2018

TRILHA SONORA

 

 

Uma linda jovem me disse, uma vez, que sua vida era uma trilha sonora. Hoje comecei o dia ouvindo trilhas sonoras de grandes filmes do cinema e não pude deixar de lembrar-me daquela jovem que é minha sobrinha por adoção. Na verdade foi ela quem me adotou como tio.

Fiquei a imaginar como seria a minha vida e achei que minha vida é uma poesia, mas que, às vezes, parece ser uma grande dança, um baile onde são tocados diversos gêneros musicais. Alguns deles eu consigo dançar mais ou menos, dançar nunca foi minha praia, mas muitas vezes a música me derruba e fica difícil me levantar e pegar o ritmo.

A trilha sonora de minha sobrinha é composta de músicas maravilhosas que parecem ter sido compostas especialmente para ela e sua vida vai evoluindo cada vez mais acompanhando o aumento dos acordes e baixando suavemente para logo subirem novamente.

E por falar em trilha sonora e baile, há quase dez anos, escrevemos junto um soneto intitulado Pelos Bailes da Vida.

Enquanto escrevo essas linhas me delicio com os acordes de Danúbio Azul e em minha imaginação me vejo dançando no espaço em uma magnífica trilha sonora!

 

Ivan Jubert Guimarães

 

07/01/2018

QUANDO?

 

 

            Muitas vezes nos perguntamos quando as coisas irão melhorar. Entra ano e sai ano e tudo permanece como sempre foi. Muitos fazem resoluções de ano novo, mas ficam apenas nos desejos como se esfregassem uma lâmpada e dela saísse um gênio para atender aos pedidos de cada um.

           

            Alguns fazem preces pedindo graças e se esquecem de perguntar a Deus o que Ele espera de nós. E assim vamos esperando, esperando e esperando. Na virada do ano, muita alegria e, talvez, um pouco de esperança. Mas a curtição provoca os excessos e aí você vê que tudo continua igual. O ano mudou, mas o resto continua do jeito que sempre foi, ou até pior.

 

            A vida é feita de escolhas e as pessoas sempre escolhem o jeito mais fácil de viver. Estudam para ser alguém na vida, trabalham para ganhar dinheiro e ter poder. Ter, ter, ter. Alguns até conseguem, mas se esquecem de Ser.

 

            O poder que algumas pessoas, ou muitas, desejam é ter dinheiro, entrar na política e mandar. Esse poder é efêmero, dura pouco, muito pouco. O verdadeiro poder está dentro de cada um e começa com o autoconhecimento. Quando você aprende a ser quem você é e passa a viver como você é, você adquire o poder. Esse poder é muito forte, você pode adquirir um carro de luxo, tem dinheiro para isso, mas você se abstém e aí você demonstra ter o poder. Quer beber ou fumar, você pode, mas se abstém. Ter o poder e se abster é poder duas vezes. Poucos têm esse poder.

 

            Muitos querem mudar o mundo, falam que desejam a paz mundial, mas agridem o próximo. Não se sabe ao certo quem disse que é mais fácil amar a humanidade do que amar o próximo. Uns dizem que foi Henry Ford, outros dizem que foi o italiano Luciano De Crescenzo, mas não importa a autoria, importa o conteúdo.

 

            Bernard Shaw disse para se ter “cuidado com o falso conhecimento; ele é mais perigoso que a ignorância”. Conhecer-se não é uma tarefa fácil, e o processo para autoconhecer-se é duro e penoso, muitos pensam que adquirem o conhecimento através dos livros. Não adianta ler muitos livros, é preciso ler livros bons, discutir as ideias de grandes pensadores que passaram pela humanidade como Buda, Cristo, Platão e tantos outros. Quando você muda a si próprio, você começa a mudar o próximo e a bola de neve vai crescendo cada vez mais e este é o caminho para o mundo bem melhor.

 

            Por que ter preconceitos raciais, sociais e intelectuais. Se você for forte, ajude o mais fraco, elimine os preconceitos que você adquiriu por influência dos pais ou de amigos. Mostre seu poder.

 

Ivan Jubert Guimarães

 

01/01/2018

QUEM SALVARÁ ESTE PAÍS?

 

 

            Eu me lembro de que os primeiros presidentes da época da ditadura disseram frases memoráveis, uma no início de cada governo.

           

Castello Branco disse que o Brasil estava à beira do abismo. Seu sucessor, Costa e Silva, disse que o Brasil dera mais um passo e o presidente Médici disse que ninguém segurava este país.

           

Eram outros tempos e o país viveu momentos de um milagre econômico que foi inflou as empresas estatais e que mais tarde se provou que não houvera milagre algum, mas muita irresponsabilidade.

           

Ainda tivemos outros governos severos e um deles dizia que mandava prender, bater arrebentar. Mas com a abertura política e a chamada anistia geral e irrestrita. E os antigos bandidos voltaram posando de heróis e voltaram a ocupar altos cargos em um governo democrático.

           

Como era de se esperar, a herança do milagre econômico foi uma inflação sem controle que obrigou o primeiro governo civil a congelar os preços durante um ano e equiparar a nova moeda nacional ao dólar americano. Tudo isso por um decreto. O povo fez a festa, mas tudo que é bom (?) dura pouco, mas o Brasil conseguiu, finalmente, eleger seu primeiro presidente após mais de duas décadas de eleições indiretas. O novo presidente congelou o dinheiro da poupança logo no primeiro dia de governo e conseguiu com um simples decreto acabar com as diferenças sociais: todo mundo ficou sem dinheiro.

           

A moeda mudou de nome novamente e parecia que estávamos na época do império. O real também foi equiparado ao dólar, ou vice-versa, e vivemos um período de vacas gordas. Mas, de novo, tudo o que é bom (?), dura pouco e entramos na maior recessão econômica como nunca vista na história desse país.

           

Tentamos de tudo e nada deu certo, tentamos até colocar alguém do povo, mas quem nunca comeu ovo quando come se lambuza. Por que será? Talvez tenha sido pelo fato de sempre deixarmos os outros escolherem por nós e por não exercemos nossos direitos políticos e sociais, e ficarmos sempre a espera de um messias salvador da pátria.

           

Que fim terá levado Sassá Mutema?

 

Ivan Jubert Guimarães

 

27/12/2017

O HOMEM NO CASULO

 

 

            Nascemos todos iguais, peladinhos, chorando e com um aspecto não muito bonito, embora os pais achem que nada é mais lindo do que o filho ou a filha que acaba de nascer. Um pouco antes do nascimento o bebê ainda no útero sente medo, pois lá dentro ele se sente confortável e protegido.

            Nascemos, crescemos e as diferenças começam a tomar corpo dentro de nós. Um nasce em um lar de família rica, que mora em um bairro nobre. Outro nasce num barraco qualquer em um bairro distante e perigoso.

            Como essas duas crianças vão crescer? O que será delas? Um vai estudar nos melhores colégios e ter uma profissão igual a do pai, vai ser um doutor. Mas será feliz?  O outro vai crescer sem estudo em um meio marginalizado e irá conviver com bandidos e traficantes e seu sonho é se tornar um deles.

            Ambos, no entanto, vivem dentro de um casulo, sem vontade própria, e é o meio que ditará a maneira que irá viver. Muitas vezes acontece de que o menino pobre seja mais feliz que o rico, isso pode acontecer. Mas a chance do menino pobre se tronar um delinquente é maior, pois falta a ele o que o outro tem de sobra.

            Fala-se em livre arbítrio, mas será mesmo que isso existe? Quando se exerce esse livre arbítrio? De fato, somos responsáveis por nossas escolhas, mas nada é livre, pois estamos dependendo dos freios humanos, como religião, as leis que regem nossas vidas, a autoridade dos pais e por aí, vai. Pode-se exercer o livre arbítrio, mas tem-se que aguentar as consequências.

            A vida é uma prisão, onde poucos conseguem enxergar a luz, mas a maioria vive em um mundo de sobras, em completa escuridão, e cometem atos tenebrosos. Como alguém pode matar outro alguém, como alguém pode pisar, roubar, machucar outra pessoa? Eu mesmo posso pisar em alguém porque ainda estou preso na escuridão, não enxergo e então eu piso e faço alguém sofrer.

            Quando chega o mês de dezembro parece que o mundo fica diferente, existe muitas luzes espalhadas por quase todo o planeta. Quanto mais rica a cidade, mais luzes enfeitando prédios, árvores e ruas. As pessoas sentem-se mais felizes nessa época do ano e saem de seus casulos e têm vontade de ajudar os menos favorecidos. Cria-se uma harmonia diferente no ar, um sentimento de bondade toma conta de muitos corações, não de todos infelizmente, mas a maioria sente algo diferente no ar.

            Alguns reconhecem que somos todos irmãos, filhos do mesmo Pai e doam-se um pouco mais. A pergunta que fica é por que tão logo passe o Natal, voltamos a entrar no casulo e ficarmos encapsulados?  Por que não sermos humanos o ano inteiro?  Nós sabemos fazer isso e nos sentimos felizes então, por que não agirmos dessa maneira o ano inteiro?

            Fica aqui a sugestão!

 

 

Ivan Jubert Guimarães

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